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Diabetes Tipo 1 – Esperança de cura
Cientistas descobriram um modo de converter em células beta – capazes de produzir insulina – outras células do pâncreas. A estratégia, testada em camundongos, alimenta a esperança de uma terapia eficaz para a diabete tipo 1, causada pela destruição das células beta. O segredo é a ativação de um único gene: o Pax4.
Como demonstra o estudo publicado nesta sexta-feira na revista científica “Cell”, quando as células alfa do pâncreas expressam esse gene, transformam-se em células beta produtoras de insulina.
As células alfa e beta pertencem ao mecanismo de regulação do açúcar no sangue. As primeiras produzem glucagon, que inicia um processo bioquímico para aumentar o açúcar circulante. As últimas fabricam insulina e exercem o papel contrário: diminuem as taxas de açúcar no sangue.
Ao contrário da diabete tipo 2 – causada pela incapacidade de absorção da insulina -, a diabete tipo 1 ocorre por um colapso no sistema de produção do hormônio: por um erro das defesas imunológicas, as células beta são reconhecidas como uma ameaça e destruídas.
Em um trabalho publicado em 2007, os pesquisadores conseguiram transformar células beta em alfa com a manipulação de um único fator genético. Surgiu então a hipótese – e a esperança – de que outro fator realizaria o processo inverso.
Para comprovar que o Pax4era o gene procurado, os cientistas produziram camundongos transgênicos que expressavam o gene Pax4 nas células alfa. Notaram então que os animais sofriam uma deficiência de glucagon e consequentemente uma deficiência no nível de açúcar do sangue. As células alfa haviam se transformado em células beta.
O organismo dos roedores reconhecia o déficit e produzia mais células alfa. Mas também essas células transformavam-se em fábricas de insulina.
Roedores com diabete quimicamente induzida – causada pela injeção de substâncias que destroem as células beta – foram curados com a expressão da proteína Pax4. “É cedo para falar em uma terapia”, afirma o pesquisador Patrick Collombat, do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm, na sigla em francês). “Precisamos testar se os resultados podem ser aplicados a humanos.” Os cientistas procuram agora um composto químico capaz de induzir a conversão das células.
Fonte: CLique Aqui
